Relógio Analógico de Bolso
Barulho pendular
Movimento em círculo
Constante com meu mar
Com tudo tem um vínculo
Corre lentamente
Anda muito rápido
Pára de repente
Num momento sádico
Existe e não existe
Existência crítica
Numa constante otite
Existência límpida
Inútil importante
Fundamento básico
Por onde quer que ande
Pode-se ser ácido
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Essa poesia é uma das minhas favoritas entre as que eu escrevi. Fala basicamente sobre o tempo.
Relógio Analógico de Bolso, publicado originalmente no blog matriz em 29/06/2009, fala sobre a interação do tempo com o mundo e, consequentemente, com as pessoas. Nesses versos, fala-se do fato de que o tempo, por mais que seja apontado como culpado de várias coisas pelo ser humano, é inocente diante de nossas falhas e limitações.
É muito fácil culpar as horas, o andar do relógio e esquecer-se de meus próprios erros. É tão mais reconfortante dizer: não estudei para a prova porque não tive tempo; não fui naquela creche porque estava sem tempo; não ajudei minha mãe pois faltou-me tempo; não visitei minha vó no hospital já que não houve tempo.
Reflita: você realmente está sem tempo? Quantas horas têm o seu dia? O meu tem 24h.
Tempo, palavra que eu repeti tantas vezes, é uma mera questão de prioridade. Você faz opção pelo que considera mais importante. Simple assim.
Você tem dois programas para sexta à noite. Você vai escolher um. Talvez tente conciliar, mas nunca estará nos dois ao mesmo tempo, logo, irá priorizar o mais importante.
Em virtude de tudo isso, deixo essa pergunta no ar: quais são as suas prioridades?
