Fênix

Renasci das cinzas

Vejo-me sozinho
Só, beijando o vão
Olhando este moinho
Eles voltarão

Eu sem esperança
Estou sem ter ação
Minha vista se cansa
Eles voltarão

Eu me contradigo
Dizendo-me “não”
Tenho um forte abrigo
Eles voltarão

Se esvaíram depressa
Assim haviam chegado
Não há algo que me impeça
De regar esse arado

Sei que eles vão voltar
Talvez nem tenham saído
Se necessito de ar
Eu que não busque o atrito

Esses meus doces sonhos
Que sonhei por você
Em ordem certa eu ponho
Tão leve degradê

Sinto muito por tudo
Ó, mi doce consciência
Pois há tempos que fujo
Não te peço que cresça

Vou me recuperando
De um duro e caro golpe
Um golpe tom soprano
Um golpe já sem morte

A Fênix é o modelo
Tu, coração, palpitas
E hoje eu quero vê-lo
A renascer das cinzas

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O fim de um namoro longo é um duro golpe para a maioria de pessoas e eu não sou diferente delas. Foi nesse contexto que eu escrevi essa poesia.

Primeira Estrofe

Nos dois primeiros versos, eu cito o fato de estar sozinho. Em seguida, eu cito o moinho como uma alusão ao ciclo da vida e cito que “eles” voltarâo. “Eles” refere-se aos momentos de felicidade.

Segunda Estrofe

Nos três primeiros versos, o foco está sobre a falta de esperança no que virá. A falta de vontade de agir e o não conseguir enxergar algo bom se aproximando são citados. Entretanto, o quarto verso contrasta com os outros três afirmando que “eles” voltarão.

Terceira Estrofe

Nessa estrofe, eu começo a mostrar a minha postura de negar ficar triste. Valendo-me do meu forte abrigo, que é uma menção à oração, eu posso superar a tristeza passageira do fim de um namoro. Finalizo lembrando que “eles” voltarão.

Quarta Estrofe

A quarta estrofe afirma que “eles” se foram depressa da mesma forma que haviam chegado. Em seguida, lembra que não há ninguém me impedindo de seguir em frente e que eu preciso levantar a cabeça para enxergar os outros ao meu redor.

Quinta Estrofe

Aqui surge um dos questionamentos mais importantes da poesia e ele não vem em forma de pergunta. “Talvez nem tenham saído” refere-se ao fato de que quem define se “eles” foram embora ou não sou eu. Os dois últimos versos remetem ao fato de que se eu quero felicidade, não devo me prender a coisas tristes.

Sexta Estrofe

Aqui eu menciono o meu pensamento se organizando e enxergando o namoro do início ao fim. Vendo tudo de bom e de ruim.

Sétima Estrofe

Aqui eu cito a recuperação e classifico o golpe como duro e caro, este por ter posto em xeque algumas das minhas amizades. Golpe tom soprano é uma referência ao fato de que ela cantava no coral Marista e era desse naipe: soprano. Um golpe já sem morte é referente ao fato de eu já não sentir dor vinda dele.

Oitava Estrofe

Finalmente, eu cito a fênix como o modelo de superação. Renascer das cinzas, que são as dificuldades enfrentadas, e recomeçar.

Enfim, a explicação estrofe a estrofe diz pouco sobre o que foi esse momento para mim. Foi algo irritantemente confuso, o que fez com que eu pensasse nisso por muito tempo e me recriminasse em diversas ocasiões.

Confesso que é um assunto que ainda mexe comigo no sentido de levantar dúvidas, mas não me afeta mais emocionalmente. Porém, foi difícil chegar a esse ponto.

A escolha dessa poesia para colocar aqui também foi curiosa. Até agora, eu escolhia as poesias que ia postar, mas, dessa vez, resolvi fazer um sorteio de uma forma pouco convencional: peguei uma carta de Yu-Gi-Oh! aleatória e escolheria a poesia do meu arquivo que começasse com a letra inicial da carta. Essa era a única poesia com a letra F.

Eu achei isso engraçado e acabei postando. Essa poesia também tem outra história curiosa!

Uma amiga minha estava passando por problemas e entrou no meu blog aleatoriamente, deparando-se com essa poesia. Ao lê-la do início ao fim, ela veio me falar sobre como a mensagem inserida de superação havia ajudado-a a superar as dificuldades que ela estava enfrentando.

A postagem original dela foi feita no mesmo dia em que eu criei o Lágrimas da Phoenix. Isso foi apenas uma coincidência engraçada (será?).

Post original, clique aqui.

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